Desde pequena eu ficava revoltada com algumas situações na minha vida. Eu não entendia por que tinha que ser daquele jeito que me foi ensinado, eu não achava certo esse tratamento diferente das pessoas de sexo oposto e eu também costumava bater o pé, revoltada, achando tudo extremamente injusto. Fui percebendo pelos detalhes que eu era feminista, mesmo sem nunca ter ouvido falar sobre esse movimento. Começou na cozinha, quando meu pai não lavava os pratos ou não se levantava da mesa pra pegar uma colher. Infelizmente ainda acreditava-se que "Lugar de mulher é na cozinha" e eu ficava revoltada perguntando à minha mãe se "A mão do meu pai vai cair se ele lavar a louça?", "Por que ele não se levanta e vai buscar o que quer ao invés de ficar pedindo pra mim e pra você, mainha?" ou "Por que só eu e você arrumamos a cama e a casa? Por que ele não participa também?". Esses questionamentos começaram quando eu estava entrando na fase de adolescente e ...
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